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Edição 13

Edição 13

Afeto, Hot Ioga E Outras Pequenas Maluquices

Os tempos continuam difíceis. Cabe portanto a nós encontrarmos ferramentas para lidar com tudo isso. O afeto, como nesse casamento que eu fui, é uma delas. Talvez uma prática de hot ioga ou spykeball no parque também ajude. Vamos à luta.

Uma questão de afeto

Fui sábado passado numa festa de casamento que há muito tempo não acontecia no meu panorama: a cerimônia na igrejinha foi linda, afetiva, humana. O noivo, que gosta de astronomia, entrou com a música “Fly me to the Moon”, que amo, e por aí a gente já pode ver o que estava por vir. Depois da cerimônia, um festão com ótimas bebidas, delícias, doces e decoração maravilhosos, trilha sonora idem, noivos felizes e cheios de amor. Mas uma coisa que chamou minha atenção foi a ausência total de joias poderosas, aqueles brilhantes esmeraldas que a gente via até um tempo atrás em festas desse tipo. Percebi que isso está caindo em desuso, talvez. Gostei desse “quiet luxury” nos adereços, achei um sinal interessante. Não que eu não goste de joias, mas neste momento, vale repensar em tudo isso. A mãe do noivo, por exemplo, minha amiga Daniela de Camaret, sempre muito chic, usava um longo vermelho meio vinho que ela fez questão de encomendar de um estilista local, brasileiro, apesar de morar em vários lugares do mundo e ter acesso ao grand monde da moda internacional. Gloria Coelho foi a escolhida e o vestido era lindo. Nada de joias. Outra elegantérrima era Andrea Dellal, que mora entre Londres, Bahamas e Rio de Janeiro: ela surgiu em um vestido longo de couro recortado, também vermelho, feito por sua irmã, a estilista Patrícia Vieira. Um show. Joias discretas de Roberto Burle Marx. Essas duas mulheres resumem o que foi aquela festa. Não preciso dizer como foi bom eu encontrar tantos amigos queridos. Que momentos mais raros, que especiais.

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Kate e Lucien: parceiros desde sempre e a prova desse amor todo | Reprodução: Instagram
Kate e Lucien: parceiros desde sempre e a prova desse amor todo | Reprodução: Instagram

Marca registrada

Essa história aqui me interessou muito porque sou muito chegada em tatuagens e acho que essa é uma das formas de a gente assumir o nosso corpo, ser dona, senhora dele. Por isso, quando li estes dias no jornal inglês The Times que a tatuagem de duas andorinhas que Kate Moss tem na parte inferior das suas costas valeria 1 milhão de libras. Isso é o que ela acha, já que o desenho foi feito pelo artista plástico Lucian Freud, um dos mais importantes da Grã-Bretanha – e com quem ela teve uma relação tão forte que vai virar uma cinebiografia em breve, “Moss & Freud”. Já o cantor Ed Sheeran tem uma tattoo de caveira feita pelo artista plástico Damien Hirst. É bem verdade que não é de hoje que o mundo das artes está presente no universo das tatuagens. Um dos maiores estúdios dos Estados Unidos é de um artista, Don Ed Hardy, que apesar de ser conhecido em San Francisco, Califórnia, por suas tattoos realistas, passou grande parte da carreira participando de exposições em galerias ao redor do mundo. Não são todos os artistas que são tatuadores, mas há vários estúdios que fazem tatuagens que são verdadeiras obras de arte. Dois dos mais conhecidos são Love Hate Social Club, em Londres, onde Victoria Beckham e Rihanna fizeram as suas. E o Bang Bang, em Nova York, onde Cara Delevingne fez sua icônica tatuagem de dedo de leão. Mas eu, sinceramente, prefiro o meu tatuador Biel Carpenter, que cria desenhos únicos, sutis. Ele mora em Berlim, mas vira e mexe vem ao Brasil. Aqui vai o Instagram dele pra quem se interessar: @bielcarpenter.

Quente e para frente

Nunca entendi muito bem a turma que topa ficar em uma sala aquecida a 40 graus, suando e se contorcendo por mais de uma hora durante uma aula de hot ioga. Eu mesma já testei em uma temporada em Santa Monica, Califórnia. Achei interessante, mas nada que eu pensasse em praticar regularmente. Como já comentei por aqui, gosto muito de exercícios animados, como dança, funcional, HITT, muay thai e mesmo ioga, que costumava praticar desde criança com períodos on and off. Mas depois de ler essa notícia, meio que entendi: a prática de hot ioga, que na verdade se chama Bikram Yoga e consiste em fazer uma sequência de poses (asanas) e pranayamas (respiração) sem parar, numa sala aquecida em uma temperatura bem alta, pode trazer muitos benefícios, como até reduzir os sintomas da depressão. Pelo menos foi esse o resultado de um estudo da Massachusetts General Hospital, nos Estados Unidos, que testou participantes diagnosticados com depressão. Ao longo de oito semanas, metade dessa turma fez duas sessões de hot ioga durante a semana e a outra precisou aguardar em uma lista de espera. Aqueles que praticaram regularmente apresentaram uma redução expressiva nos sintomas e até quem praticou com menos frequência teve melhoras. A próxima etapa do estudo é testar o Bikram Yoga em um ambiente não aquecido, para entender quais são os efeitos do calor no nosso bem-estar.

Foco e sensibilidade: uma mulher no comando da orquestra mais importante de Berlim | Reprodução: Instagram
Foco e sensibilidade: uma mulher no comando da orquestra mais importante de Berlim | Reprodução: Instagram

Allegro ma no troppo

No país que já foi um dia comandado por Angela Merkel, uma mulher também assumiu o comando, só que da famosa Deutsche Symphonie-Orchester, Orquestra Sinfônica Alemã. Joana Mallwitz tem 37 anos e seu rosto está estampado por todos os lados na cidade. Tudo porque nos mais de 300 anos em que a cidade foi sendo transformada no epicentro da música clássica no mundo, a nomeação de Joana marca a primeira vez que o cargo foi atribuído a uma mulher. Os jornais alemães estão descrevendo sua regência como “refrescante e arriscada” e de “alta voltagem”. E não faltam comparações com a personagem Lydia Tár, a regente icônica de uma grande orquestra de Berlim vivida por Cate Blanchett no filme “Tár”, e que rendeu um Globo de Ouro de Melhor Atriz e várias indicações ao Oscar. Há até quem sugira que a equipe de divulgação  da orquestra tenha criado um o “tárketing”, mistura de Tár com marketing, para promover Joana – o que ela acha graça. “Quanto às comparações entre nós duas – bem, é só o cabelo, certo? Para ser franca, as pessoas vêm me dizendo há mais de 20 anos que eu e Cate Blanchett temos uma certa semelhança. E, sinceramente, duvido que ela tenha a menor ideia de quem eu seja.” Agora não só ela terá, mas também o mundo da música…

Comentário que vale milhões | Adobe Stock / Reprodução

Tratamento de choque

Música pop e eletrônica ficaram de fora de um festival que estreou há poucas semanas em Indio, no deserto da Califórnia. Sentiu uma certa semelhança com Coachella ou Burning Man? Só que o clima era bem diferente, com poucos jovens e nada de banhos de lama ou aqueles desfiles de moda exótica e irreverente. O nome desse outro evento é Powertrip Festival e ali só tocou heavy metal, com AC/DC, Guns N’ Roses, Iron Maiden e Metallica como atrações principais. Os ingressos eram bem mais caros do que o normal e entre as experiências oferecidas aos fãs estava a degustação de… uísque. Parece que a multidão aprovou a organização do festival, que não teve muitas complicações, nada de filas e um som de tanta qualidade que parecia que o público estava assistindo a um show acústico. Soube também que a atmosfera era de comunhão… e que parecia uma experiência terapêutica coletiva. Acreditem! Aliás, vocês já ouviram falar que os fãs de metal tendem a ser mais felizes e com menos questões de saúde mental, reforçando a ideia de que esse tipo de música serve também para exorcizar demônios interiores? Fica a dica!
Comentário que vale milhões | Adobe Stock / Reprodução

Nova onda

No mar de gente que lota os gramados do Parque Ibirapuera, em São Paulo, fazendo tudo quanto é tipo de esporte nos domingos de sol, uma turma agora chama a atenção: os praticantes de spikeball. É um esporte que eu nunca tinha ouvido falar, mas vi que tem pouco mais de um ano aqui no Brasil e que já tem até associação e campeonatos mensais. Numa rede baixinha e com uma bola pequena, quatro pessoas se revezam em duplas para fazer a bolinha pingar na rede e cair no chão. Esse jogo foi criado em 2008 nos Estados Unidos como um esporte de estudantes de faculdade, mas só agora parece ter ganhado os parques por lá também – não à toa, em agosto, o spikeball foi destaque no The Wall Street Journal como o esporte do verão. Já por aqui, depois da onda do beach tennis, será que é a hora do spike virar moda também?

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Nesta Semana Eu..

Tomei um vinho branco delicioso da Patagônia num jantar muito especial comandado pelo chef Patrick Prado

Não consegui ir na festa de aniversário Ana Elisa Igreja - vi nas fotos que estava animada

Quero me programar para assistir um filme sobre Adriana Varejão

Queria ter ido na estreia da mostra Nina Pandolfo na Zipper Galeria - gosto do trabalho dela e dela também

Assisti, conforme me comprometi, o documentário da saga de Michael Chow na HBO - meu amigo Charles Cosac também é muito fã e costumava frequentar os restaurantes dele desde criança em Londres

Festejei atrasado junto com um grupo de amigos o aniversário de Bia Aydar, em um jantar delicioso na casa de Joyce Dabbah: aproveitei para matar a saudades de vários deles, inclusive de Preta Gil, com quem conversei bastante e troquei experiências

Amei a primeira aparição em um tapete vermelho do novo casal formado por Monica Bellucci e Tim burton - que dupla mais cheia de charme

Quero assistir logo à série "Fim", de Fernanda Torres, na Globoplay - li o livro quando foi lançado e amei

Descobri duas árvores carregadas de pitangas e jabuticabas caminhando na rua Caçapava, Jardins

Soube que a Louis Vuitton está de volta ao mundo dos esportes, patrocinando America's Cup no ano que vem

Perdi a abertura da mostra "Lúdico design para brincar", organizada por Luca Schiller na Apartamento 61- ainda bem que fica até dia 11 de novembro

Comecei a contar os dias até chegar o Festival de Verão em Salvador, dias 27 e 28 de janeiro - o line up está melhor do que nunca 

Me encantei com a escolha da atriz Maggie Smith para a campanha da Loewe, marca que eu gosto bastante

Amei o slogan criado por Angelina Jolie para o lançamento de sua linha com a marca Chloé: “Quero que uma mulher se sinta suficientemente segura para que ela possa ser soft”

Conferi as fotos do lançamento de mais uma collab de Ucha Meirelles com a Anselmi - não pude estar presente ao vivo, mas amei

Entrevistei o psicanalista Christian Dunker para mais um encontro na Casa Vivo, o terceiro deste ano: só posso dizer que me sinto muito feliz de fazer essas entrevistas com pessoas tão especiais

Fui convidada para o lançamento da coleção Mesa Bonita criada por Flávia Del Pra: as louças dela são muito diferentes e cheias de charme, já vi para vender nas lojas de Paul Smith, em Nova York

Percebi o quanto o vermelho quase vinho está vestindo as mulheres mais charmosas que eu conheço e eu já estou garantida: ganhei uma saia e um casaco nesse tom feitos meio de crochê que eu amei da Olive You 

Mostrei para meus amigos mais próximos a foto de minha mãe bebendo cerveja direto do gargalo: Dorinha tem 96 anos e disse que nunca havia tido essa experiência, gostou demais

Tive livros infantis como tema da aula de literatura na segunda-feira: como isso faz bem pra alma

Comprei uma base de maquiagem nova da Chanel e um esmalte bem clarinho que eu amei, batizado de Dénudé - tradução, Desnudo

Acompanhei os três dias em que a Childhood promoveu um encontro com direito a leilão na Casa Higienópolis em parceria com Fundo Comunitário

Me estressei demais e me revoltei com a falta de entendimento na guerra entre Israel e o Hamas: como a intransigência está deixando tudo cada vez mais difícil

Terminei minha prática de ioga com a frase "Soft is the new strong", dita por minha professora Ludmilla Azevedo - isso ficou na minha cabeça

Recebi um e-mail com uma newsletter da clínica Célula Mater com 17 mitos e verdades sobre o câncer de mama: muito elucidativo e necessário

E pra fechar essa edição, uma música que eu descobri no começo da semana e ficou no repeat aqui em casa. Play!

Pequena gigante

O movimento continua: na última semana, a JBS inaugurou duas novas fábricas no complexo industrial que já possui em Rolândia, cidade do interior do Paraná. Foram investidos mais de R$ 1 bilhão e essa expansão é parte do plano da JBS de aumentar a participação da Seara no mercado de produtos de valor agregado, como empanados de frango e salsicha. O complexo, que ocupa um terreno de 257 mil metros quadrados, com 54 mil de área construída, será o mais automatizado da Seara no Brasil e um dos mais modernos da JBS no mundo, além de atender protocolos de sustentabilidade, como coleta de águas pluviais ou utilização de veículos elétricos para trânsito interno. Antes das novas fábricas, o complexo empregava 3.800 colaboradores, com a expansão 700 novos empregos já foram gerados e o número pode aumentar em breve para 6 mil. Imagina o quanto isso é importante para uma cidade como Rolândia, que tem pouco mais de 65 mil habitantes? Segundo dados da Fipe, a JBS, junto com sua cadeia produtiva, movimenta 2,1% do PIB nacional. Não à toa, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, além de outros políticos importantes, estiveram presentes na inauguração. Em frente e crescendo!