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Edição 4

Edição 4

Inhotim, a beleza dos ipês brancos e um amor de cabeceira

Jardim Encantado

Sim, era uma falha cultural gravíssima o fato de eu nunca ter ido a Inhotim, portanto a minha estreia na festa Anoitecer, sábado passado, me fez criar expectativas vocês imaginam de que tamanho… De antemão posso dizer que foi uma das festas mais lindas que eu já fui na minha vida – e olha que já fui em festa desde que virei gente grande, já que meu trabalho incluía esse tipo de ferramenta.

Inhotim fica a 1h15 de carro de Belo Horizonte, o que não é nada se a gente levar em conta o que tem no destino. Ao chegar nesse parque das artes, se é que a gente pode falar assim, todo iluminado, uma floresta retumbante, a primeira coisa que eu notei foi uma orquestra, a de Inhotim, recebendo os convidados com um som elegante e sutil, fazendo fundo para Bernardo Paz, ele mesmo, o anfitrião. Foi a primeira vez que eu o vi ao vivo depois de muito ouvir falar de sua personalidade exuberante e ousada: a partir daquele momento, tudo fez sentido pra mim e passei a admirá-lo muito mais.

Algumas das galerias do grande museu a céu aberto que é Inhotim estavam abertas naquela noite, a de Tunga, cenário de uma performance impactante assinada por Lia Rodrigues, quando atores dançarinos saíam do lago caminhando nus em direção à instalação propriamente dita. O impacto foi enorme e daí a gente pode perceber o quanto a arte tem funções na vida da gente e muitas vezes a gente nem percebe…

A cada deslocamento de uma galeria para outra ou para o espaço onde foi servido o jantar, com música de fundo de Tony Gordon, era um espetáculo de verde, de mata e de luzes estrategicamente colocadas. Depois teve ainda show de Johnny Hooker e também o deejay Nepal, mas eu fiquei com a primeira parte e não me arrependo: o impacto dessas experiências está durando até hoje. Principalmente porque, ao ir embora, consegui visitar duas galerias de Cildo Meireles, uma com cacos de vidro no chão e outra, sua mais famosa, toda em tons de vermelho. Me senti praticamente no paraíso porque amo esse tipo de manifestação artística. Me senti plena. Parabéns Arystela e Bernardo Paz e todo o time responsável por essa experiência única. Que noite, meus senhores, que noite.

Mamãe, eu cresci!

My way

Ela já foi Lourdes Maria, Lola Ciccone mas agora se apresenta ao mundo como Lola Leon. A filha de Madonna com o personal trainer cubano Carlos Leon está com 26 anos e cada vez mais colocada. Ah, e cheia de charme… Teve um flerte com a moda e resolveu agora que vai viver de… música, é claro, como mamãe. Mas pra mim o que conta mesmo é esse jeito meio rebelde dela de ser. Concorda?

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Os billions

Não é de hoje que a vida a bordo de iates de luxo é pura extravagância. Isso acontece desde os tempos do icônico Christina, comprado por Aristóteles Onassis em 1954 e transformado em central de lobby para seu proprietário se inserir no mundo dos famosos e relevantes. Era por lá que Jackie Kennedy desfilava seus lenços de seda na cabeça, vestidos Valentino e calças estilo Capri. Mas hoje a história ficou bem diferente: os megarricos do momento usam coisas como look preto total ou biquínis sexy e cavadões e muitas cores vibrantes. As estrelas que desfilavam pelos mares do Mediterrâneo neste verão europeu iam de Beyoncé e Jay Z ao quaquilionário Jeff Bezos e Lauren Sanchez, sua namorada estilo boazuda. Lauren chegou a usar a bordo um top prateado e uma minissaia bem justa, seus looks preferidos, na festa de seu noivado com Bezos – em seu superiate de 500 milhões de dólares. Mônaco, Saint Tropez e Capri vão ter que se reinventar.

Dedo verde

Adoro esta época do ano quando a gente começa a vislumbrar a chegada da primavera, com as ruas ficando cada vez mais verdes e floridas. Na última semana, encontrei um ipê branco justo em uma rua chamada Primavera, no Jardim Paulista. A florada estava abundante e as flores que caíram formavam um enorme tapete na rua. Diferente dos ipês amarelos e rosas, a florada do branco dura apenas um dia. E aconteceu agora porque o ipê, que é uma árvore do cerrado, floresce quando estamos em um inverno bem seco. É um mecanismo de defesa da planta, que solta a maior quantidade possível de flores que têm para perpetuar a espécie. Achei tão lindo. Quem me explicou tudo isso foi a paulistana Nanda Torres, que junto com Daniel Nunes e Rodrigo Oliveira, formam o trio de paisagistas que estou seguindo os passos. Todos com seus projetos de jardins com muitas árvores nativas brasileiras e folhagens grandes, do jeito que eu gosto. Mas o meu sonho de consumo mesmo, eu que moro em apartamento, é ter uma casa com um lago em que você pode nadar junto com os peixes. Imagina que delícia?

Amor de cabeceira

No fundo, no fundo, o que todo mundo ama é um bom caso de amor… Para ler, assistir, ou principalmente viver, né não? Falo isso porque abriu neste mês no Brooklyn, em Nova York, uma livraria especializada apenas em romances. Chama The Ripped Bodice e mereceu uma matéria gigante no The New York Times, que questionou o motivo pelo qual tanta gente torce o nariz para o gênero -mesmo que 8 dos 15 livros mais vendidos nas listas do jornal serem justamente histórias de amor. Se fosse tão “cafona” assim, como tanta gente fala, não existiriam tantas séries sendo lançadas nas plataformas de streaming, como a gente está vendo, ou não teria ocorrido um aumento de mais de 50% de vendas desse gênero de literatura só em 2022, segundo a agência americana Publishers Weekly. E olha só: outros gêneros como ficção e não-ficção para adultos caíram 10%…

De volta ao futuro

Passei dois réveillons da minha vida em Turks and Caicos, um paraíso no Caribe, no hotel Parrot Cay, considerado na época o mais sofisticado de lá. Acho que foi em 2008 e 2009, quando eu estava me recuperando do tratamento de um câncer de mama e queria ficar mais resguardada nesse período… Em uma dessas temporadas, conheci na piscina do hotel uma criadora de bijuterias francesa que se dividia entre Paris e o mundo. Seu nome era Aurélie Bidermann. Acompanhei sua trajetória dali em diante e ela só crescia e se tornava cada vez mais famosa e reconhecida. Pois bem: agora ela foi chamada pela francesa Christofle, famosa por sua prataria e utensílios de mesa, para lançar uma coleção em parceria. Esse movimento foi batizado de “retro-futurismo”, visando dar um banho de modernidade na marca e trazer uma nova geração de consumidores. A inspiração de Aurélie para essa collab veio da Rue de Babylone, em Paris, que abrigou Yves Saint Laurent e serviu como cenário para seus saraus históricos. Já a Christofle pertence hoje ao Chalhoub Group, gigante do Oriente Médio que detém parte de marcas de luxo como Céline, Carolina Herrera e Karl Lagerfeld. Junto disso tudo vem também um grande movimento com o relançamento de outras linhas como pratos e vasos.

Nesta Semana Eu...

 Estou torcendo por Ailton Krenak para uma vaga na Academia Brasileira de Letras – sim, ele é candidato

 Tenho que me organizar para a inauguração da Bienal, da SP-Arte, e da abertura de mostras e galerias, tudo na semana que vem

 Vou marcar de visitar o novo estúdio de Vic Meirelles, esse mago das produções e das flores, na Vila Leopoldina

 Descobri um restaurante no Mercado Novo, de Belo Horizonte, e fiquei apaixonada: Cozinha Tupis. Quem me levou foi Phillip Martins, PR do grupo Fasano, que sabe tudo

 Comprei dois bonequinhos da Bembê para dois babies filhos de amigas – são lindinhos

 Perdi uma amiga muito talentosa e irreverente: Mônica Figueiredo. Foi muito triste

 Conheci a obra de Lygia Bojunga na minha aula semanal de literatura: uma escritora brasileira maravilhosa especializada em infanto-juvenil – "O Meu Amigo Pintor" é de uma sensibilidade única

 Estou ansiosa por ver minha reportagem sobre Lisboa sair na próxima edição revista Unquiet, de Corinna Sagesser

 Incluí nas minhas rezas diárias o nome de Fausto Silva – estou orando muito para ele se recuperar

 Me hospedei pela primeira vez no hotel Fasano de Belo Horizonte e achei tudo excelente

 Vi umas cadeiras do designer Willy Rizzo, ícone dos anos 1970 e 80, da coleção de Fabrício Rollo, e pirei

 Vou na estreia da CAMA-São Paulo prestigiar o galerista João Azinheiro, da galeria Kubik, do Porto

 Assisti "Que História é Essa, Porchat?", no GNT, e confirmei que Paolla Oliveira é a mulher mais bonita da televisão brasileira. Parecia uma deusa, maravilhosa de sutiã preto e paletó branco sem camisa e com cabelos ondulados bem selvagem

 Soube que a campanha Horse Power, de Stella McCartney, foi dirigida pela fotógrafa britânica Harley Weir, que além de aclamada por seu trabalho editorial, é também engajada em causas ecológicas e humanitárias – a estrela é Kendall Jenner, também criadora e aficionada por cavalos

 Celebrei, mesmo à distância, o lançamento do Instituto Oyá, da querida Nivia Luz, que aconteceu no Sesc Pompeia

 Comemorei o niver de meu amigo Felipe Monegaglia no Borgo Mooca – sim, voltei lá!

 Soube que a doTERRA, empresa de bem-estar líder mundial no mercado de aromaterapia e óleos essenciais, acaba de inaugurar a  primeira fábrica no Brasil, em Joinville. Sou fã

 Retomei contato com meu amigo de longa data Charles Cosac e fomos jantar juntos – como isso me deixou feliz!

 Quero experimentar um por um os quatro novos bombons da Chocolat du Jour, parte da coleção Fenomenal. 

 Estou louca para conhecer as joias de Mestre Didi que Rafael Moraes vai mostrar a partir de quarta-feira no seu estande na mostra Rotas Brasileiras, da SP-Arte

 Comprei um par de mules assinadas por Paula Raia para a marca de Alexandre Birman: maravilhosas

 Dei play na regravação que o Silva fez de "Preciso Dizer que Te Amo" do Cazuza. Uma vibe gostosa que funcionou super bem. Viva Caju!

Roda gigante

Cidades em movimento, a roda da vida: foi isso que me veio à cabeça quando soube dos resultados de uma pesquisa da Fipe, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, em parceria com a Nereus, o Núcleo de Economia Regional e Urbana da USP. Os dados mostram como uma grande empresa como a JBS, por exemplo, que tem seus pontos de produção em mais de 130 municípios no interior do Brasil, contribui para um ciclo de geração de riqueza de verdade, gerando empregos diretos e indiretos. Fico pensando nas escolas, nos mercados, médicos e dentistas, nas lojas e no tanto de gente envolvida nesse grande movimento, tão necessário. “A JBS induz ganhos de produtividade nos municípios em que está e leva ao crescimento da atividade econômica em todas as regiões em que atua”, diz o estudo, que mostra também números gigantes: a empresa movimenta 2,1% do PI B e contribui para a geração de 2,7% dos empregos do país. É muito: são 145 mil colaboradores só no Brasil, mas o número de vagas ligadas às cadeias de produção da companhia somam 2,9 milhões de pessoas. Não é pouca coisa, não!