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Edição 10

Edição 10 🎉

Dez edições pra comemorar

Pode acreditar: chegamos à edição número 10 de nossa newsletter. Digo “nossa”, porque o que seria de mim, escrevendo, me confessando, viajando por aqui se não fossem vocês me dando tanto retorno por meio de comentários via e-mail, WhatsApp, Instagram? A vida fica muito melhor quando compartilhada e por isso eu tenho que agradecer a cada um de vocês por estarem transformando essa minha nova fase numa experiência gratificante e fascinante ao mesmo tempo. Obrigada a todos e seguimos juntos! Tenho certeza que vocês não vão se arrepender. E do meu lado, vai ser bom demais!

Ilustração: Maria Eugênia

Je T'Aime

Se Paris já era uma cidade incrível sem esse pequeno museu, imagine agora com a abertura da Maison Gainsbourg. Pois é, o sucesso já é tamanho que tem fila de espera até fevereiro do ano que vem para visitar essa pequena joia rara que traz a história do cantor e poeta Serge Gainsbourg e da sua musa, Jane Birkin, atriz, cantora e nome de bolsa. Fica na casa onde eles viveram nos anos 1970, na rua Verneuil, em Saint-Germain, bairro cool e onde a filha deles, a também atriz e cantora Charlotte Gainsbourg, nasceu. A ideia foi dela e agora qualquer pessoa poderá conhecer melhor como foram os 13 anos de um dos casais mais icônicos do século 20. São 25 mil objetos, entre móveis, fotografias, roupas, documentos pessoais, recortes de jornais e uma coleção de manuscritos que vão mostrar como era o amor tumultuado dos dois, seus verões na Riviera Francesa e parte das letras das músicas de Serge, ele próprio um cult francês. A casa ficou fechada por 32 anos e por isso quem visitar vai encontrar praticamente a mesma configuração e decoração de quando Jane e Serge moravam lá

Romance, música, relíquias cult francês | Reprodução Google/GettyImages

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O segredro de Benjamin Button, digo, Bryan Johnson | Reprodução Daily Mail

Sonora

Vocês já ouviram falar em Tamino? Eu nunca tinha ouvido, mas entre tantos sites e newsletters que eu leio todas as semanas, descobri o nome dele, fiquei curiosa com as críticas elogiosas e fui pesquisar. Ele é cantor e compositor, belga-egípcio e seu nome é inspirado no personagem do príncipe Tamino da ópera “A Flauta Mágica”, de Mozart. Ele tem só 26 anos e está sendo visto como promessa na cena musical contemporânea – estou escutando no repeat do Spotify. A música tem algo de folk, de rock e de música clássica. É um pouco melancólica até – não é à toa que ele já cantou com Lana Del Rey. Tamino é neto do cantor egípcio Muharram Fouad, que foi um star no Cairo. Ele começou a carreira em 2018, foi meio que descoberto no ano seguinte durante alguns shows no SXSW, evento de inovação e tecnologia que acontece todos os anos em Austin, Texas, tocou com o baixista do Radiohead, fez turnê na Europa, participou da campanha da marca Missoni com Gisele Bündchen… e virou hit.

Musa de Coco Chanel, Anne Gunning nunca pisou numa passarela | Reprodução Vogue US

Dress code

A nova exposição do museu Victoria and Albert, “Gabrielle Chanel: Fashion Manifesto”,  é apenas mais um motivo para eu querer ir pra Londres já. Não apenas sou louca pela cidade e pelos ingleses como ver esse tipo de exposição lá é sonho. Para quem quiser, abriu este setembro e vai até fevereiro do ano que vem. Pois bem, entre tantas histórias para ver, surgiu uma personagem da qual eu nunca havia ouvido falar: a musa britânica de Mademoiselle Chanel, Anne Gunning. Ela era considerada uma supermodelo nos anos 1950 e 1960 na Inglaterra e ajudou a popularizar as roupas da estilista por lá. Não foi tão fácil: Coco a chamou para um desfile, ela recusou, dizendo que se sentia mais confortável sendo fotografada. Mas mesmo assim, Anne só usava Chanel e se casou com um vestido da maison. Aliás, era assim que Chanel espalhava suas criações: uma vez organizou um desfile na Grosvenor Square e convidou todas as madames da cidade, dizendo que elas podiam levar suas próprias costureiras. Ela acreditava que quanto mais pessoas estivessem adotando o seu estilo, mais pessoas desejariam ter um verdadeiro tailleur Chanel. Ao que tudo indica, essa estratégia de marketing deu muito certo.

Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa   |  Ilustração: Maria Eugênia
Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa | Ilustração: Maria Eugênia

Gangue da saúde

Quem é você na hora de emagrecer? Em qual perfil você se encaixa? Vi esta semana uma reportagem bastante curiosa no jornal “Daily Telegraph”, sobre os dez tipos diferentes de “gangues” correndo atrás de uma cintura mais fina. Eles dividiram as categorias assim: a turma da crise da meia-idade, que desperta para a saúde depois dos 50 anos; aquela que, encabeçada por Kate Moss e Victoria Beckham, come exatamente as mesmas coisas todo santo dia – peixe no caso de Beckham; a disciplinada, que consegue dizer não para um bolo de chocolate e tem como mantra diário “você é o que você come”; ou ainda os fãs de qualquer novidade, tipo a atriz Gwyneth Paltrow, que foi a grande responsável por tornar o jejum intermitente conhecido no mundo todo. Tem ainda a “gangue” da transformação total, tipo a cantora Adele, ou a que faz uma refeição por dia e nada mais depois das seis da tarde – foi assim com o ator Matthew McConaughey e o vocalista do Coldplay, Chris Martin. Para finalizar, tem também a turma mais extremista, que do dia para a noite vira vegano, frugívoro, ovolactovegetariano ou outras coisas do gênero. Com certeza, não será por falta de opções que a gente não vai emagrecer. Mas atenção: todo cuidado é pouco e conselhos de um nutricionista ou médico são muito bem-vindos. À luta!

Cornualha: aí vou eu! | Reprodução

Mapa Mundi

Parece que está chegando a hora de programar viagens para o ano que vem, certo? É mais ou menos nesta época que as pessoas começam a pesquisar qual será o destino que querem conhecer. Eu, por aqui, tenho sonhado com alguns lugares especiais para 2024, estou com eles no radar. Primeiro, Antíparos, uma ilha na Grécia que sai totalmente da rota do óbvio nas Cíclades. Depois tem outra ilha, agora na Itália, Pantelleria. Tenho sonhado com Nápoles há algum tempo e também com as Dolomitas, aquelas montanhas na Itália, e a Cornualha, Inglaterra. E vocês? Ah, um aviso: devaneios são permitidos.

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Acesso e conexão

Mais uma vez a comprovação de que essa empresa é mesmo gigante: tenho comentado aqui como a JBS faz parte das nossas vidas com suas diversas marcas, desde a que produz alimentos que chegam nas nossas mesas todos os dias, até a que produz matéria-prima para a produção de nutracêuticos, entre tantas outras. Mas o mais importante de tudo isso é ver como ela é gigante na construção de uma sociedade. Eu explico: a JBS acaba de se consolidar como a maior empregadora do Brasil em 2023. São 151,2 mil colaboradores trabalhando diretamente em suas operações em todo o país. Entre janeiro e agosto deste ano, a companhia gerou 7,3 mil novas vagas, o que representa um aumento de 5% em relação a dezembro de 2022. Uma delas foi preenchida por Natanael Alves Moreira, recém-contratado para o cargo de monitor de produção da unidade de Cajamar (SP). Outra por Maria Bezerra da Silva, de 19 anos, de Buíque, Pernambuco, agora auxiliar de limpeza em Cajamar. “Estou muito feliz, porque esse é o meu primeiro emprego com carteira assinada. É o primeiro passo para garantir um futuro melhor para mim e para minha família”, conta. Não é algo para se comemorar?