Skip to content Skip to footer

Edição 11

Edição 11

Influenciadores go home, Banana Bag e as mudanças no MET

Em uma semana de notícias muito tristes e de desesperança, tentamos por aqui segurar a onda e levantar o astral. A hora é de ficarmos juntos.

Atenção, obras! | Reprodução MET/British Fashion Council

Banho de loja

O que já era bom vai ficar bem melhor. Eu explico: sabe aquele espaço enorme no térreo de quem entra no museu Metropolitan, em Nova York, batizado de Great Hall? Vai sofrer uma reforma e virar uma galeria de arte, uma nova loja e um restaurante, que ficará aberto ao público mesmo quando o museu estiver fechado. Quem está no comando da arrecadação de fundos para esse retrofit de aproximadamente 50 milhões de dólares é ela mesmo, Anna Wintour. Os executivos do Met também querem combater a superlotação durante as exposições do Costume Institute, mais um gol de Anna Wintour, que atrai milhares de visitantes todos os anos. A moda, segundo eles, é a única forma de expressão que liga todas as outras manifestações artísticas sendo o fio condutor entre as coleções do museu. Tudo deve ficar pronto até o fim de 2026

Inscreva-se na newsletter



Tudo junto e misturado: é assim que a gente gosta | Reprodução Instagram / Noun Project

On the rocks

Numa época de overdose de meninas que acreditam ter estilo e que se acham referência, nós por aqui estamos de olho em algumas, como a paulista Pamela Barja. Acompanhamos seus posts, os looks que ela usa, por onde ela circula. Pamela ama uma alfaiataria, mas também peças amplas, saias longas, camisões, tricôs e blazers. Faz uma mistura que dá liga. Gosto do jeito que ela mostra como a gente pode brincar com a moda. Acho que o segredo pode estar aí: se vestir, se mostrar de uma forma lúdica. Ela tem esse dom talvez por ser superligada em arte – museus e teatro têm presença garantida na sua rotina – e por ter uma trajetória eclética na moda: já foi assistente da designer de sapatos Francesca Giobbi e trabalhou com uma marca popular do Bom Retiro. Mistura que a gente gosta.

O contragolpe

Enquanto por aqui bares, restaurantes e cafeterias parecem correr atrás de likes nas mídias sociais, tem uma coffee shop no Brooklyn, em Nova York, que decidiu banir a presença de “influencers” no seu salão. O lugar se chama Dae, tem sócios coreanos e um cardápio superfotogênico com torradas, cafés, omeletes e drinks, além de uma bancada com objetos de design. Realmente é um lugar “instagramável”, como se diz, mas desde a inauguração, em agosto, recebeu tanta gente entrando só para fazer vídeos e fotos para o Instagram e TikTok, que os donos proibiram esse tipo de prática. Tinha gente que chegava, comprava um único café, armava o tripé e fazia todo o tipo de vídeos dentro da loja. Agora, se o cliente quiser fotografar o seu pedido, na mesa, assim discretamente, isso tá liberado

Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa   |  Ilustração: Maria Eugênia
Nu com a mão no bolso | Reprodução

Ao ar livre

Dois anos depois de a Miu Miu lançar uma microssaia que virou comoção no mundo inteiro e até no Brasil – de Sabrina Sato e Chiara Ferragni a Maísa, dezenas de celebs posaram com ela –, parece que a estética com muita pele à mostra continua em alta. Mas tanto que a tendência até ganhou nome: está sendo chamada de nakedness. Nas passarelas das mais recentes semanas de moda, tinha calcinhas Speedo usadas com jaquetas bomber, teve a Gucci, do estilista estreante Sabato de Sarno, apostando em microssaias e sutiãs brilhantes como um dos seus pilares, e Stella McCartney mostrando shorts tipo mínimos. Há uns anos, li que a estratégia da Miu Miu era acessar a Geração Z, os verdadeiros influenciadores de hoje. E que, mesmo que não tenha viralizado nas ruas, essa seria uma maneira de provocação das grandes marcas para falar que a moda está na liberdade, na celebração de mostrar o corpo da maneira que cada um quer e rejeitar padrões de beleza irreais

Cornualha: aí vou eu! | Reprodução

Super hiper

Falando em semanas de moda, alguém já ouviu falar na terapia “Banana Bag”? Eu não e fiquei curiosa depois de ver que algumas modelos estavam fazendo isso durante a maratona de desfiles. É uma espécie de soro aplicado na veia, que ganhou esse nome por ter uma cor amarela, mas que na verdade se chama Intravenous Therapy ou IV Therapy. O líquido é uma mistura de nutrientes que inclui a riboflavina, também conhecida como vitamina B2, que promete dar energia e vitalidade e uma recuperação rápida para resfriados, gripes, cansaços e até ressacas. Tem gente que usa para hidratar a pele e melhorar a aparência do cabelo. As fotos mostravam modelos aplicando essa terapia entre um desfile e outro, mas atenção: existe uma discussão séria sobre aplicar qualquer tipo de soro fora de ambientes médicos. Lá fora, Kendall Jenner, Gwyneth Paltrow e Hailey Bieber já são adeptas. E agora, aqui no Brasil, também já tem clínica oferecendo esse tipo de tratamento

Compartilhe essa página

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Email

Nesta Semana Eu...

 Comemorei muito a volta de Charles Cosac não só para São Paulo como para o mercado de edição livros de arte

 Ouvi falar pela primeira vez de Elmyr de Hory, um falsificador de obras de arte tão conhecido que suas obras serão leiloadas no Rio

 Senti muito orgulho do florista Vic Meirelles, que apesar de ter sofrido um incêndio devastador em seu galpão na Vila Leopoldina, deu a volta por cima e já retomou com alegria todos os seus trabalhos

 Fiquei encantada com as maquiagens de Pat McGrath: já sou fã de Gucci Westman, Charlotte Tilbury e tantas outras

 Aproveitei para endossar as campanhas do Outubro Rosa, de prevenção ao câncer de mama: todo alerta é muito bem-vindo e muito necessário

 Coloquei o Dômo bar, no centro de São Paulo, na minha lista de lugares a conhecer em breve - dica de Camila Hsu minha amiga

 Vi que a Birkenstock, agora sob os domínios da LVMH, foi parar na bolsa de Valores de Nova York

 Experimentei e amei as delícias do mar no restaurante Ocyá, no Rio: quantas surpresas deliciosas

 Soube que desembarcou na loja Passado Composto, na Alameda Lorena, um novo acervo de móveis de design escandinavo

 Me apaixonei por uma sandália gladiadora marrom cheia de taxas da Mixed

 Usei pela primeira vez depois do shampoo uma pasta de queratina bem comum, antes do condicionador e do leave-in: deu certo

 Aplaudi de longe o sucesso de Alaíde Costa em Nova York - ela foi o grande destaque do show de bossa nova Carnegie Hall

 Vi na Internet um xale de cashmere da Muzungu Sisters e fiquei namorando ele

 Soube por Camila Yahn que a florista Daniela Laloum desenvolveu um projeto chamado casamento sustentável, onde ela sugere repensar as decorações de festas levando em conta o mundo em que a gente vive hoje

 Celebrei a vida do dj Zé Pedro, que passou seu aniversário em Nova York com direito a outdoor luminoso na Broadway

 Soube da morte do DJ mítico do hotel Belvedere, onde sempre me hospedo em Mykonos: Hans Havenaar embalou as noites de lá durante duas décadas - uma perda muito sentida

 Coloquei na minha agenda abertura da mostra de Edo Costantini na galeria Mario Cohen, quinta-feira dia 19

 Assisti os seis episódios da série mexicana “As viúvas das quintas-feiras”, na Netflix: achei muito interessante

 Finalmente, estou terminando o livro "Ioga", de Emmanuel Carrère - recomendo demais

 Acompanhei devastada os acontecimentos em Israel e na faixa de Gaza, orando pelo fim do terrorismo e pela volta da paz

No caminho certo

Mais de 3 milhões de quilômetros, o equivalente a quase 80 voltas ao mundo: essa foi a distância que os caminhões elétricos da JBS já percorreram para fazer suas entregas desde o início de mais um projeto inovador da companhia, o No Carbon, em 2022. O resultado? Duas mil toneladas de gás carbônico deixaram de ser emitidas na atmosfera. A No Carbon faz parte da JBS Novos Negócios e conta hoje com 260 caminhões frigoríficos movidos exclusivamente por eletricidade e que distribuem produtos das marcas Friboi, Seara e Swift. A novidade é que agora, com a ajuda da EZVolt, startup de eletromobilidade do portfólio de energias renováveis da Vibra, a No Carbon vai aumentar os pontos de recarregamento dos caminhões até o fim do ano, o que poderá ampliar ainda mais essa frota. Essa parceria entre as duas marcas também vai apoiar a JBS em todas as etapas da migração de sua frota, como estudos de viabilidade técnica e operacional. “Queremos auxiliá-los na missão de entregar os seus compromissos de redução das emissões dos gases associados ao efeito estufa. O acordo celebrado entre a EZVolt e a JBS comprova que estamos no caminho certo”, afirmou Bernardo Winik, vice-presidente B2B da Vibra. A gente celebra por aqui.