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Edição 7

Edição 7

Bastidores de divórcio de famosos, cogumelos e um ícone de Londres ladeira abaixo

Poucos e muito bons

Passei o feriadão em São Paulo e só posso dizer que foram dias extremamente deliciosos. Comecei no próprio dia 7 com uma visita à mostra Aberto, que acontece pelo segundo ano e desta vez em uma casa no Alto da Boa Vista. Da primeira vez era uma casa no Alto de Pinheiros assinada por Oscar Niemeyer e desta, um projeto de Vilanova Artigas. O que já era bom no ano passado, ficou melhor este ano: essa casa mexeu ainda mais comigo. Claro que se trata de uma mostra de arte com curadoria e montagem impecáveis: tem  Sérgio Camargo, Maria Klabin, Leda Catunda, Ernesto Neto, José Resende, Maria Martins e até um Degas, tudo do bom e do melhor. Mas eu me dei conta que eu tinha sido mexida lá dentro do meu coração. Eu explico: minha família e eu, nós moramos durante quatro anos em uma casa na rua Áustria, Jardim Europa, aqui em São Paulo, assinada justamente por Vilanova Artigas e acho que de alguma maneira eu voltei no tempo e reconheci algumas características dos projetos dele que me remeteram a esse tempo: quantas memórias… O que posso dizer disso tudo? Que a arte, a arquitetura e o design salvam: dão sentido à vida, aquecem a alma, iluminam o coração. Um privilégio.

Euforia

Vamos falar sobre os cogumelos? Sim, isso é mais que necessário! Não sei se chegou até você, mas eles viraram febre, certo? Como ingredientes, como droga, como inspiração. Festa com pista de cheia? Eles podem estar por lá, circulando entre os convidados em pequenos saquinhos, embalados um a um, desidratados. Pode até comprar pela internet e receber em casa pelo correio. Uns dizem que relaxa, outros que é uma droga mais segura e, segundo uma recente reportagem do jornal britânico The Telegraph, muitos estão usando como uma alternativa “saudável” ao álcool. Por aqui, eu só quero é saber é do cogumelo da Luiza de Biasi, essa paulistana, designer de luminárias, que criou uns modelos lindos, todos feitos à mão, com a base de madeira e a cúpula com pequenas bolas que imitam… Um cogumelo! Estão à venda na loja Pinga. Um de meus sonhos de consumo…

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Sopa de letras

Sabe aquela gíria que é muito usada por esse pessoal de startups que frequenta festivais de inovação pelo mundo inteiro, FOMO – “fear of missing out”, que quer dizer “medo de perder alguma coisa”? Pois bem, agora surgiu a antítese disso: ROMO, que quer dizer “relief of missing out”. Tradução: “Alívio por estar perdendo algo”… Tem coisa mais atual do que isso?

Tributo

A ideia de escrever um livro sobre a avó para incentivar essa geração a conversar e a olhar mais para os mais velhos me encantou. Até para entender melhor suas vidas, as de suas famílias e olhar sob outras perspectivas. Afinal, tem algo mais sagrado – e mais sábio – do que os avós? Justamente para preservar essa memória afetiva, a atriz britânica Millie Bobby Brown, uma das maiores estrelas mundiais da Geração Z, lançou na última semana seu primeiro livro, “Nineteen Steps”, onde conta a história de vida da sua avó Ruth, que morreu de Alzheimer em 2020. Millie tem 19 anos e ficou conhecida aos 12 depois de interpretar Eleven, na série “Stranger Things”, que virou febre na Netflix. Hoje, ela tem 63,5 milhões de seguidores no Instagram.

Troca de guarda

Depois da Barneys de  Nova York passar por maus bocados e fechar definitivamente, agora é a vez da Harvey Nichols, outra loja ícone do luxo e sofisticação de Londres rolar ladeira abaixo. Ela teve seu auge nos anos 1990 ao lançar marcas como Stella McCartney e Clements Ribeiro, que ajudaram a colocar Londres no mundo da moda, junto de Milão e Paris. Para dar um refresh no business, o fundador, Sir Dickson Poon, chamou o filho de 29 anos para segurar as pontas até a chegada de um novo CEO. É bom lembrar que com a ascensão do comércio eletrônico, as concorrentes Harrods e a Selfridges conseguiram se reinventar com restaurantes, salões de beleza e cinema, atraindo até pessoas avessas às compras. A Harrods também mudou a forma como as marcas são apresentadas, em espaços exclusivos, e deu certo: sua receita em 2022 foi de US$ 1,25 bilhão. A da Selfridges foi de US$ 822 milhões, também com aumento significativo. Já a Harvey Nichols, que também opera lojas em outras cidades do Reino Unido, teve receitas de apenas US$ 241 milhões.

Divórcio em massa

O que podemos aprender com os divórcios das celebridades? Gostei dessa pergunta que a jornalista norte-americana Katie Couric, que eu admiro demais, colocou nas últimas semanas. Ela fez uma lista de famosos que se separaram entre janeiro e agosto deste ano, de Kevin Costner a Britney Spears e Reese Whiterspoon, e, para tentar responder, ela conversou com especialistas no tema que chegaram a uma possível conclusão. Eles avaliam que, no Ano Novo somos encorajados a fazer votos de dias melhores e em agosto, com as férias, o calor e os filhos longe de casa – isso no hemisfério norte –, os casais tendem a passar mais tempo juntos – e sozinhos. Xiiiii… Outra explicação também seria a greve dos roteiristas de Hollywood: por esse motivo, muita gente incrivelmente inteligente, engraçada, dramática e criativa, de repente, ficou em casa, encarando a realidade nua e crua. Socorro! Mas nada leva a crer que essas separações darão dor de cabeça para essa turma: segundo esses mesmo especialistas, hoje quase todos têm acordos pré-nupciais muito bem definidos.

3 perguntas para Vic Meirelles

Florista e decorador

Todo mundo tenta ser, mas pouca gente consegue. Vic, afinal, o que é, originalidade?

É fazer diferente. Se agora está na moda Barbie, é querer o Batman e o Robin. É estar atento, olhar a rua, o metrô, o cartaz, a revista. É transitar por tudo, tanto pelo luxo quanto pelo lixo. Ver como o mundo é verdadeiro, não adianta viver nesse mundo de mil e uma noites. Sei lá por que sou original, não sei se é porque uma minha avó era maluca e a outra era santa. Acho que misturou o santo com o maluco e ficou uma loucura!

Hoje parece que a palavra da vez é inovação. Qual a diferença entre ser original e inovar?

Inovar é mudar as coisas e fazer as coisas diferentes a partir de algo que já existe. Ser original é algo mais profundo, tem que ter um pouco mais de sabedoria. 

Para quem não nasceu com o dom, não tem uma avó maluca e nem uma avó santa, tem jeito? Como começar a ser original?

É preciso ter a cabeça aberta, ser honesto, não ser preconceituoso, estar de bem com a vida. Isso é ser original, transitar e aproveitar tudo. Gosto de chegar numa cidade e ir direto no mercado popular, ver como as pessoas circulam, como compram o arroz, a banana. Quer ser original? Vá a Salvador, ao mercado São Joaquim, tem as ruas das camisetas, das sandálias de dedo. Eu adoro coisa boa, mas eu adoro mesmo é coisa simples. Para ser original, você precisa ser simples.

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Mãos dadas

Dois mil campos de futebol: esse é o tamanho da área de recuperação de florestas que o programa Escritórios Verdes da JBS já garantiu. Ao todo, são 2.000 hectares, num mesmo projeto que inclui também a regularização ambiental de 6,7 mil fazendas nas regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil – é muita coisa. Quem conta é a diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil, Liège Correia, que faz um trabalho em conjunto, com muita gente envolvida. Ela explica: “Entendemos que a solução estratégica para o setor, como um todo, é enfrentar o problema do desmatamento em conjunto com os pecuaristas e também integrar o pequeno produtor. Não basta apenas bloquear aqueles que não estão em conformidade com a nossa política de compras, por exemplo. É necessário dar orientação e apoiar aqueles que agem de boa-fé a trilhar o caminho da regularização”. Essa é uma das áreas mais importantes da empresa atualmente, que chega a monitorar 73,8 mil potenciais fornecedores de gado e bloqueia imediatamente aqueles em não-conformidade com as leis socioambientais. O sucesso do programa foi reconhecido internacionalmente como uma prática ambiental exemplar, que contribui para a redução do desmatamento. “Os Escritórios Verdes são uma demonstração do nosso compromisso com a sustentabilidade e com a promoção de práticas de impacto positivo na cadeia de produção e que reduzem o desmatamento e as emissões de carbono”, diz Alexandre Kavati, gerente de Sustentabilidade da JBS (Friboi). A gente comemora.