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Edição 8

Edição 8

Orações, conexões, lugares encantados

Nesta semana de calor insano, vamos refrescar a alma com as maneiras mais diversas: orações, viagens e muita criatividade. Vem comigo!

Sobre o sagrado

Estes últimos dias foram os mais sagrados do judaísmo: o período que envolve o ano novo e o dia do perdão: Rosha Hashanah e Yom Kipur. São dias de recolhimento, de orações, de refeições em família. Dias de ir na sinagoga, dias de esquecer das redes sociais e dos barulhos da internet, dias de aterrar e se sentir mais presente em relação às coisas que são realmente mais importantes como a família, os afetos, a alma e o espírito. Este ano a sinagoga que eu frequento mudou de endereço e está numa construção contemporânea belíssima. Nada over e muito correta. E nesta semana das grandes festas foi a primeira vez que eu estive lá. Achei tudo muito especial, fiquei orgulhosa embora gostasse bastante da versão antiga, que era numa casa apenas adaptada a um templo. Tudo isso pra dizer que o que interessa mesmo não é embalagem e sim a nossa conexão e o que a gente está disposto a oferecer nessas datas. Gostei muito quando o rabino falou que a hora do shofar (aquela espécie de berrante que os rabinos sopram nos momentos mais sagrados) não era para fazer pedidos e sim apenas hora de se conectar com aquela energia toda… Pra mim tudo isso faz muito sentido. Tem horas em que conexão é tudo.

Diga sex

Nem tudo está perdido para quem não consegue ficar “bem na foto”, ou melhor, “bem na selfie” – é bem difícil encontrar quem goste de verdade quando se vê em uma. mas existe agora uma prática chamada “selfieterapia”, que nada mais é que uma terapia para ajudar a se sentir melhor na selfie. São vários perfis nas redes sociais dando esse tipo de dicas e um deles é da fotógrafa espanhola Mina Barrio, que teve um de seus vídeos – em que fala de seu pânico de selfies – visto mais de 2 milhões de vezes.

Não é nada muito extraordinário, mas ajuda: ela conta, com evidências, que quanto mais vemos nossa própria imagem, mais nos acostumamos e aceitamos nossa aparência. Ela indica o aplicativo BeReal para começar a tirar uma foto real por dia, sem filtros e sem pressão de seguidores. Quem aí topa? Eu já aviso que estou fora…

Ilustração: Maria Eugênia

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Que tal a Mongólia? | Adobe Stock

Próxima parada

Primeiro foi a Índia, depois o Japão, agora chegou a vez da Mongólia entrar para a lista dos destinos mais procurados pelos millennials mais abastados, a turma que tem menos de 40 anos e a conta bancária mais recheada. São eles que estão lotando os cartões postais do país, segundo divulgou o próprio Ministério de Turismo de lá, que, atento à procura, investiu numa campanha de marketing digital e convidou influenciadores para exibir suas melhores paisagens, que vão de lagos azuis quase “caribenhos” a dunas de areia cor laranja. Deu tão certo que só no ano passado, a Mongólia recebeu quase 250 mil visitantes, mais de seis vezes mais do que no ano anterior, quando o país emergia do isolamento pandêmico. A maioria dos visitantes chegam de países próximos como Rússia, Coreia do Sul e Cazaquistão, mas o número de europeus e americanos aumentou também – cerca de 500% desde 2021. Ah, mas você não quer ir tão longe? Não tem problema: tem outro destino que essa turma está curtindo: Bocas del Toro, um conjunto de ilhas quase inabitadas no norte do Panamá. Está cheio de surfistas e turistas descolados buscando novidades e natureza selvagem.

Próxima parada 2

Quem optar por algo não tão exótico como a Mongólia, mas bastante excêntrico e sofisticado, tem também o País de Gales. Explico: Amanda Harlech, uma lenda da moda e ex-musa e confidente de Karl Lagerfeld, com quem trabalhou na Chanel de 1997 até a morte do estilista em 2019, abriu sua mansão jacobina, datada do século 17, para receber visitantes. Como todas as casas centenárias no Reino Unido, o castelo tem nome, Glyn Cywarch, e fica a cinco horas de carro de Londres, uma viagem que pode ser inesquecível também de trem. Todo renovado por Amanda e sua filha, Tallulah, o casarão tem o charme das casas de campo inglesas e já recebeu desde a rainha Elizabeth e o príncipe Philip durante a lua de mel às supermodelos Christy Turlington e Linda Evangelista nos anos 1990

Como não amar o british way of life? // Divulgação.

3 perguntas para Ester Carro

arquiteta, ativista e presidente do Instituto Fazendinhando, projeto que de transformação social no Jardim Colombo, em São Paulo
O que é arquitetura social?

São intervenções nas favelas, cortiços e áreas periféricas que contribuem para a saúde e o bem-estar da sociedade. É um movimento que cresceu muito nos últimos anos, não como uma política pública, mas de pessoas olhando e doando seu tempo para essas mudanças que precisam ser realizadas. A arquitetura social não só transforma o espaço físico, mas a pessoa, sua saúde mental, sua autoestima. Queremos proporcionar espaços dignos, com qualidade e com conforto.

De onde tirar força para transformar uma realidade?

Do impacto social. Eu cresci com isso, minha família sempre foi muito envolvida no social, sempre acreditou na mudança, dizia “olha, vamos reclamar menos e fazer mais”. Apesar de crescer com muito pouco recurso numa moradia precária, com uma série de dificuldades, sempre quis mudar a realidade deles. E sou mãe, tenho um filho de 8 anos, tudo que estou fazendo hoje, penso no futuro dele e de outras crianças, dessa nova geração. Quando cada um entende melhor o seu papel e o que pode fazer com as próprias mãos, as mudanças tendem a acontecer.

Qual o maior desafio de reformar a menor casa do Brasil, no Jardim Colombo?
Foi o maior da minha carreira. Nunca havia feito nada assim, desse tamanho, eram sempre 28, 25 metros quadrados, mas não 4. Depois dessa, estamos com uma lista de casas de famílias com 8, 10 metros quadrados, uma precariedade muito grande. Foi um processo bem difícil conseguir todo o recurso, mas as ações que realizamos são coletivas. Diferentes mãos fazem diferença. Estamos felizes. O Tiquinho então, dono da casa… Ele fala que é a mansão dele. Recebi ataques na internet, dizendo que queria romantizar, mas eu quis mostrar os desafios que a gente ainda tem no século 21.

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V.I.P

Quando a gente pensa que já viu tudo em termos de ostentação, eis que a marca de relojoaria de luxo norte-americana Jacob & Co. veio com esta: um cartão de crédito de ouro cravejado de brilhantes. A marca resolveu proporcionar um plus para seu clube de colecionadores – um relógio deles pode custar milhões e milhões de dólares – e lançou o Billionaire Card, um cartão de crédito – sim, de ouro e cravejado de diamantes – em parceria com a Visa, que dará acesso a novidades e regalias como entradas para o festival Coachella ou o Super Bowl, ou até um assento na cerimônia do Oscar. Será lançado durante o GP de Fórmula 1 em Abu Dhabi, em novembro, e somente 150 bilionários vão receber o seu.

Nesta Semana Eu...

 Estreei uma coluna semanal no UOL e fiquei tão emocionada quanto quando estreei na Folha de S.Paulo em 1986 -acredite

 Vi quem uma incorporadora de Sao Paulo contratou Felipe Morozini para escrever suas frases inspiradoras nas paredes dos apartamentos em exposição -amei a ideia

 Acompanhei nos sites internacionais a saída de Robert Murdoch de sua poderosa rede Fox e News Corporation encerrando uma carreira de 70 anos de comando e muita polêmica -quem não lembra de " Succession" quando se fala dele?

 Comprei on line o livro  "Encontros com homens notáveis", de G.I. Gurdjieff, pensador armênio dos mais relevantes do século XX - editora Goya

 Fui na inauguração da Biblioteca Nina Horta na sede da Le Cordon Bleu, na Vila Madalena -que emoção e que noite mais prestigiada

 Soube que Mariana Caltabiano lançou um livro infantil pela Editora Matrix,
"Florisbelo, o Dragão", com ilustrações de Eduardo Jardim -em vez de fogo, o dragao solta…flores

 Conferi em posts da Paris Match a recepção que o casal Macron ofereceu para os reis da Inglaterra, Charles e Camila, em Versailles, e fui impactada pela elegância discreta de Charlotte Gainsbourg -que mulher!

 Soube que o grupo Boca Livre que eu amava ouvir nos anos 80 vai voltar -eles haviam se dissolvido em 2021 por divergências políticas sobre a vacina de COVID

 Conferi mesmo distante a mostra que Lilian Pace organizou na Embaixada do Brasil em Londres com o tema "Criando moda para o amanhã" -só para lembrar nossa newsletter passada, cito aqui que os cogumelos criados com sobras de cashemere pela Clemetns Ribeiro foram um dos pontos altos

 Tive uma aula de literatura maravilhosa sobre a autora vencedora do Nobel Olga Tokarczuk -o livro "Escrever é muito perigoso", de ensaios e conferências, da todavia, é lindo

 Não pude estar presente no aniversário de minha grande amiga Marina Lima mas acompanhei pelas fotos postadas pelo anfitrião Candé Salles -Marina love you!

 Encontrei com Renée Behar na sinagoga, ela estava superelegante com um vestido branco e preto; descobri que era da Zimmermann, comprado na Fashion Clinic em Lisboa -amei!

 Tive a sorte de estar jantando no restaurante Ici -aliás, que delicia!- na mesma data que a aniversariante Costanza Pascolato -abracei ela muito e aproveitei pra conversar com Consuelo Blocker, sua filha, sou fã das duas!

 Li que Peter Hawkings estreou como diretor criativo da marca Tom Ford na semana de moda de Milão -ele trabalhou durante 25 anos com Tom Ford, seu único emprego na vida, desenhando a linha masculina desde os tempos que eles eram os criativos da Gucci

 Conversei com Cauã Reymond por WhatsApp: como ele é especial, como ele responde rápido no meio de tantas gravações da novela Terra e Paixão -valeu, Cauã

 Assisti ao vivo, a convite da Atout France, em uma sala do hotel Rosewood,  a uma palestra do filósofo francês Gilles Lipovetsky sobre luxo hipermoderno -que sorte a minha

 Queria saber tudo sobre anjos revisitados por Emanuele Coccia em seu novo livro "Hierarquia-A sociedade dos anjos", que será lançado em novembro na Europa sobre a história dos mitos e como eles formam ainda o pensamento político e social ocidental

 Saúdo a chegada da ilustradora Maria Eugenia aqui na nossa newsletter: viva ela!

 Eu não consegui assistir um capítulo de alguma série nem filme no streaming, de tanta correria: alguém tem alguma sugestão boa por aí?

 Amei a escolha de Barrão por meus amigos queridos e megacolecionadores Mara e Marcio Fainzliber para uma Edição do Colecionador da Carbono Galeria

 Escutei muito no meu Spotify a cantora Blossom Dearie: amo esse gênero clássico dela

O agora

O futuro já é presente na JBS. Eu explico: depois de conduzir diversos estudos na Espanha nos últimos anos, a empresa abrirá o primeiro Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em proteína cultivada do Brasil, o JBS Biotech Innovation Center. A inauguração será no fim de 2024 e o local escolhido foi Florianópolis, em Santa Catarina. Quem me contou a novidade foi o diretor Global de Suprimentos e Inovação, Jerson Nascimento Jr., que explicou que o objetivo é tornar o processo produtivo da proteína cultivada mais eficiente, escalável e economicamente competitivo, movimentando o setor: “Como líder global na produção de proteína, é nossa responsabilidade estarmos na vanguarda na indústria de alimentos”. para esse projeto, o investimento é de US$ 62 milhões. Ah, o espaço terá laboratórios e uma equipe de 25 pós-doutores e especialistas.