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Edição 9

Edição 9

Orações, conexões, lugares encantados

Esta semana teve muitos sentimentos envolvidos. Começou com o dia do Perdão, sagrado para religião judaica, com todos os seus rituais. Teve uma conversa minha ao vivo com Fabrício Carpinejar, o poeta, que mexeu muito comigo e com todos os convidados presentes. Teve também jantares com amigos, encontros inesperados e histórias saborosas do mundo todo, inclusive daqui. Espero sinceramente que vocês gostem. Qualquer reclamação, estou aqui!

Sobre rituais

Sempre acreditei que os pequenos rituais fazem toda diferença na vida de todos nós. Na minha, com certeza. Quando digo rituais podem ser os mais óbvios tipo lavar louça calmamente -ou passar creme no corpo depois do banho com tempo-, quanto os rituais religiosos ou mesmo a preparação para os golpes numa aula de Muay Thai: é nos pequenos detalhes que a nossa vida se mostra absoluta. Quando eu me preparo para a luta, eu percorro o espaço aqui na minha casa como se fosse o octógono, onde acontecem as lutas de verdade. Aguardo meu professor me ajudar a colocar as luvas como se fosse uma cerimônia. Por outro lado, quando o rabino vai tocar o shofar, aquele corno sagrado que é soprado na sinagoga em momentos especiais, minha alma festeja e se enche de luz e energia. Compartilho aqui com vocês a importância de algo que acredito que todos de alguma maneira já saibam: o que vale não é chegar lá e sim, o caminho que a gente percorre, os detalhes, as sensações e os sentimentos vividos nesse trajeto. É aí justamente que esses rituais se tornam mais importantes. E mais sagrados
Que menina é essa? | Fotos: Divulgação CR Fashion Book

Panteão

Carine Roitfeld foi diretora da Vogue francesa, mas parece que depois que ela saiu, ficou ainda mais relevante do que era para o mundo da moda: virou realmente ícone. Lançou perfume, aromas para a casa, livros, tudo muito sofisticado e vendido apenas nos melhores endereços do mundo. Esta semana me deparei com as fotos que ela fez para edição que vai celebrar os 10 anos da sua revista CR Fashion Book – detalhe: quando ela lançou, na Frick Collection, em Nova York, fui convidada, estava lá e vi, além de todo mundo que contava no métier, vi Ryuichi Sakamoto tocando piano em um dos salões. Que experiencia sublime foi aquela… Pois bem, Carine chamou Kim Kardashian para essa capa. Até aí, nada demais, mas o que a gente vê é uma outra Kim: cabelo Joãozinho, desconstruída de seu look habitual, maravilhosa. Sim, Kim é habituée da publicação – a primeira vez que apareceu foi em 2013, fotografada por Karl Lagerfeld e dirigida por Riccardo Tisci. Preciso confessar minha eterna preferência por Carine, a grande musa: ela consegue misturar o mundo pop com seu olhar megasofisticado, algo que acho nem Anna Wintour faz com tanta maestria. Agora deixo aqui uma historinha curiosa: uma vez eu estava passando férias de verão no hotel Il Pellicano, em Porto Ercole, perto de Roma, onde por coincidência estava lá também hospedada Carine. Ela ficava à beira mar ao meu lado, chiquérrima de maiô inteiro preto. Ela, treinava de manhã ao meu lado na academia do hotel, ela e o marido, e tomava café na mesa ao lado. Conversamos muito já que nós duas somos de origem russa, sendo que ela falava russo e eu, como terceira geração, nada… Mas foi lá que a gente ficou mais próxima, foi por isso que ela me convidou para a festa em Nova York, e foi lá que aprendi a admirá-la ainda mais.

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O segredro de Benjamin Button, digo, Bryan Johnson | Reprodução Daily Mail

Quase pra sempre

Enquanto aqui a gente está cuidando da alimentação e fazendo atividade física, tem gente no Vale do Silício levando os estudos sobre o futuro da longevidade para outro patamar. Muito tem se falado do empresário de tecnologia Bryan Johnson, de 46 anos. Ele criou um projeto chamado Blueprint, um sistema de extensão de vida que terceiriza as decisões sobre o nosso corpo para uma equipe de médicos. Isso inclui todas as nossas informações em uma base de dados de inteligência artificial, que tem como único foco nos manter jovens por mais tempo. Esse programa não tem comprovação científica e dita as próprias regras – o próprio Bryan já está testando. O resultado por enquanto? Uma vida cheia de restrições e 111 comprimidos por dia. Nesse mundo louco onde a inteligência artificial ganha cada vez mais espaço, eu pergunto: o que vocês acham disso? Querem alongar a vida dessa maneira? Parei aqui para refletir e confesso que prefiro ir pelo caminho tradicional. E que seja bom enquanto dure.
Musa de Coco Chanel, Anne Gunning nunca pisou numa passarela | Reprodução Vogue US

Olhar customizado

A nova exposição do museu Victoria and Albert, “Gabrielle Chanel: Fashion Manifesto”,  é apenas mais um motivo para eu querer ir pra Londres já. Não apenas sou louca pela cidade e pelos ingleses como ver esse tipo de exposição lá é sonho. Para quem quiser, abriu este setembro e vai até fevereiro do ano que vem. Pois bem, entre tantas histórias para ver, surgiu uma personagem da qual eu nunca havia ouvido falar: a musa britânica de Mademoiselle Chanel, Anne Gunning. Ela era considerada uma supermodelo nos anos 1950 e 1960 na Inglaterra e ajudou a popularizar as roupas da estilista por lá. Não foi tão fácil: Coco a chamou para um desfile, ela recusou, dizendo que se sentia mais confortável sendo fotografada. Mas mesmo assim, Anne só usava Chanel e se casou com um vestido da maison. Aliás, era assim que Chanel espalhava suas criações: uma vez organizou um desfile na Grosvenor Square e convidou todas as madames da cidade, dizendo que elas podiam levar suas próprias costureiras. Ela acreditava que quanto mais pessoas estivessem adotando o seu estilo, mais pessoas desejariam ter um verdadeiro tailleur Chanel. Ao que tudo indica, essa estratégia de marketing deu muito certo.

Cadê o conhecimento que estava aqui? | Foto: Guto Seixas

Passado e presente

O trabalho do artesão está desaparecendo? Sim, está e talvez por isso mesmo esteja sendo cada vez mais valorizado por algumas das maiores marcas de luxo do mundo. Pensei nisso após assistir a palestra do filósofo francês Gilles Lipovetsky no evento France Excellence, na outra semana. Uma verdadeira aula do que quer dizer realmente luxo. Segundo ele, as grandes maisons estão sofrendo com essa era da inovação, tendo de terceirizar a manufatura dos seus produtos. Mas uma coisa é certa: é dever justamente dessas marcas tradicionais valorizar o trabalho realizado por esses  artesãos, uma coisa que tem a ver com alta-costura. Neste ano, por exemplo, a Hermès anunciou que estava em busca de pessoas dispostas a se mudar para o interior da França para formar parte de sua equipe e ter como rotina produzir bolsas de aproximadamente 22 mil euros. Parece que não teve quórum. Já por aqui, temos de saudar o projeto do publicitário Guto Seixas, que há oito anos vem registrando o ofício de artesãos, que ele chama de “Mestres de São Paulo”. Por meio de vídeos e fotos, Guto documenta um sapateiro que faz sapatos direto da forma do pé do cliente, um mestre ceramista que produz peças em um forno que ele mesmo construiu, e até o senhor Kamori, que faz… papel – e que ele conheceu por meio da artista plástica Mana Bernardes. Todos com idade avançada e um conhecimento que não deveria ser esquecido jamais.

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Ilustração: Maria Eugênia

Pé no chão

Se por aqui a gente já começa a ver as sandálias saindo do armário, lá fora são as sapatilhas que estão ganhando as ruas e as vitrines de grandes marcas. Desde as revistas e jornais que a gente mais gosta até milhares de vídeos nas redes sociais – no TikTok inclusive com millennials e Gen-Z criando looks com a hashtag #balletflats -, está todo mundo falando e mostrando as tais sapatilhas. Vi no site The Atlantic que elas já estavam sendo consideradas retrô e que a última vez que estiveram em alta foi no início dos anos 2000… Mas a onda deu rebote e voltou. E mais: se você torce o nariz para esse renascimento, é porque você já não faz mais parte dessa tribo. Mas tudo bem, né?

Nesta Semana Eu...

 Entrevistei Fabrício Carpinejar ao vivo pela primeira vez com uma plateia maravilhosa de convidados na Casa Vivo: ele é um encantador de seres humanos, falou de amor, falou de luto e deixou todo mundo emocionado - eu, inclusive

 Depois de ler um artigo no Financial Times sobre as camas Hästens, fiquei sonhando com uma delas -são feitas na Suécia e custam um baú de dinheiro

 Fui pela primeira vez ao Bar Fel, que fica ao lado do Dona Onça: aproveitei para passear pelo térreo do Edifício Copan e fiquei animada com a quantidade de gente e de opções de lojinhas, de cafés, de bares e tudo mais

 Jantei na casa da minha amiga Renata Guimarães, que tinha acabado de voltar dos países nórdicos: fiquei encantada com as histórias que ela contou e com as fotos que ela mostrou

 Celebrei as três pizzarias brasileiras que estão incluídas na lista das 50 top do mundo: a QT Pizza Bar, a Pizza da Mooca e a Leggera Pizza Napoletana - todas em São Paulo

 Festejei mesmo de longe o aniversario de minha amiga Bia Aydar, que passa uma temporada de estudos em Nova York: sua irmã Fernanda Nigro, as médicas Claudia Cozer Kalil e Adriana Vilarinho mais Marinês Menezes foram de surpresa

 Ganhei de presente uma torta alcachofra deliciosa feita pela chef Martha Bender

 Dei uma atenção especial para minhas madeixas com os tratos de Cris Dios na Laces da rua da Consolação: ervas, plantas, massagens, laser, teve de tudo 

 Li sobre o livro novo que Gay Talese está lançando, por enquanto nos Estados Unidos: ”Bartleby e eu:  reflexões de um velho escrivão “, em tradução livre -ele está com 91 anos, escreve ainda para o The New York Times e para a revista Esquire, um gênio do novo jornalismo

 Gostei de ver a chef Manu Ferraz, do Baianeira, como nova jurada no programa  "The Taste Brasil", no GNT - autêntica, engraçada, sincero

 Como muita gente, saí correndo atrás de um aparelho de ar-condicionado para colocar aqui na sala onde trabalho em casa - estou na fila, aguardando o técnico ter tempo para mim

 Soube que finalmente Isabelle Tuchband lançou uma nova coleção de pratos  inspiradores que colocou à venda no seu site

 Fui pesquisar sobre o sapatos da marca Nomasei: quem me deu a dica foi a especialista em arte Marina Kauffmann - sentamos lado a lado na sinagoga e eu fiquei encantada com os sapatos dela, que eram dessa marca francesa mega charmosa

 Me emocionei e fiquei triste demais com a morte da atleta Walewska Oliveira: escrevi um texto sobre isso na minha coluna no UOL e sobre a necessidade da gente olhar mais em volta, um olhar atento sobre quem nos cerca

 Recebi a participação da abertura na mítica Placê das Vosges, em Paris, da galeria Mendes Wood DM, sou muito fã dos meninos e das exposições que eles montam aqui em São Paulo - será dia 14 de outubro, com curadoria de Fernanda Brenner

 Minha amiga portugueses Isabel Braga Dias me contou que Meghan e o Principe Harry passaram uma semana em Melides, ao lado da Comporta -um lugar lindo onde a prima de Harry, princesa Beatrice, está meio morando com o marido, que trabalha em um mega empreendimento local

 Recebi em casa o livro Corpo Politico, uma realização da Almeida & Dale Galeria de Arte, com a obra de Leonilson - que maravilha, que saudade dele

 Almocei no Maní com duas feras do marketing, Roberta Catani e Dani Brissac -que delícia trocar experiencias com elas e dividir uma das melhores saladas que comi nos últimos tempos - viva a chef Helena Rizzo!

 Assisti com muito prazer e encanto a série sobre as supermodels Linda Evangelista, Naomi Campbell, Christy Turlington e Cindy Crawford na Apple TV -quando terminei fui logo mandar uma mensagem e fiquei conversando no WhatsApp com Naomi, de quem gosto muito, e mais uma vez fui surpreendida com a rapidez que ela respondeu

 Mudei o cardápio musical e pedi pra minha prof Claudia Rosa incluir, é claro, hits de Sandy & Junior nessa minha aula de funk - como não pensar em Sandy nessa semana que passou, depois do anúncio de sua separação?

Estica e puxa

Ah, o colágeno. Esse super-herói do nosso corpo que de repente vira vilão – não exatamente ele, mas a falta dele. O colágeno é uma proteína que deixa de ser produzida com o tempo e repor é fundamental. Por isso gostei da novidade da JBS: o suplemento Colágeno 360º, lançado neste mês pela Vitamine-se. Mas o que isso tem a ver com a líder global de alimentos? Eu explico: há um ano, a JBS entrou para o mercado de saúde e nutracêuticos com a Genu-in, uma marca da divisão de inovação da empresa, que produz peptídeos de colágeno e gelatina a partir de insumos da cadeia de produção bovina – tudo é aproveitado, o que reforça o compromisso da JBS com a sustentabilidade e a economia circular. O Colágeno 360º é o primeiro produto lançado com matéria-prima da Genu-in: “A JBS é a única no mercado a ter o controle de toda a cadeia, desde as fazendas produtivas. O monitoramento e controle da matéria-prima garantem um produto de alta qualidade e transparência ao consumidor”, diz Augusto Cruz Neto, CEO da Vitamine-se. O novo suplemento atua no fortalecimento dos ossos, articulações, cabelos e unhas, e nos cuidados com a pele. Quero o meu já!